
Carreira que ganhou notoriedade na televisão amplia conceitos sobre Colaboração
A hora certa, no lugar certo. Equipamentos de alta definição e muita, mas muita iniciativa para produzir imagens. Tudo com um caráter flagrante. É com essas características que a profissão de cinegrafista amador se consolidou no Jornalismo, principalmente com a inserção e popularização da televisão como veículo de comunicação.
A carreira, pouco conhecida no Brasil, levanta hipóteses em sua possível relação com Jornalismo Colaborativo: cinegrafista amador é cidadão-repórter?
Juca Varella, editor de fotografia da Agência Estado a profissão pode ser considerada como cidadão-repórter. “Na televisão, o conceito de Jornalismo Colaborativo era empregado pelos cinegrafistas amadores, principalmente em programas ao estilo do Aqui Agora do SBT”, garantiu.
“Em determinadas situações, as lentes de câmeras da televisão não conseguem captar imagens, pois o cinegrafista amador pode auxiliar na captação e no fornecimento das mesmas, ou seja, colaborar com o Jornalismo”, avalia Juca.
Tiago Dória, jornalista e blogueiro, concorda com Juca Varella. “Para você ver como esse conceito de cidadão-repórter é antigo. Na verdade, participação dos leitores e mídias colaborativas sempre existiram. A diferença é que hoje é em maior escala”, conclui.
Ana Maria Brambilla, jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, amplia o pensamento. “Cinegrafista amador pode ser qualquer um de nós. Caso temos uma história pra contar, seja por meio de testemunhos, por exemplo, ele exerce a função de cidadão-repórter”, garante.